Lost and delirious – Assunto de Meninas

Lost and Delirious tem uma estatística curiosa: mais de 50% das meninas que eu conheço para qual eu pergunto sobre qual o primeiro filme temático que elas assistiram respondem que foi Lost and Delirious😉 Eu tenho uma teoria para isso (Eu sou meio russa então realmente sempre tenho teorias pra tudo, já perceberam, né? Rs). Antes de 2001, 40% de produção cinematográfica com histórias lésbicas pertencia a filmes independentes, não comercializados para o grande público e essa história adorável de baixar tudo pela internet em um clique também não existia, 30% eram filmes comercializados, porém 15% tinham lésbicas loucas ou estereotipadas que raramente sobreviviam até o final do filme (vide Almas Gêmeas e Meninos não choram), 13% tinham lésbicas envolvidas em algum triângulo amoroso hétero das quais eram as vilães e 2% eram Gia (1998) e Bound (1996) *.* Tá certo, eu sei, Gia também morre no final e Bound não é tão leve também, mas nada que me traumatizasse como Almas Gêmeas e Meninos não choram, o primeiro filme passa a mensagem final de que “Se você é lésbica, ficará louca e matará a sua mãe” e o segundo de que “Se você é lésbica, será violentada por valentões que te matarão no final”.  10% eram os filmes de Guinevire Turner, que é uma mente privilegiada, co-escritora de The L Word, mas que sempre fez uns filmes um tanto quanto confusos e os outros 20% da produção lésbica se referia a filmes pornôs dos quais vou alongar em comentar, né?

No meio disso tudo, em 2001, surgiu Lost and Delirious, um filme independente também, canadense, filmado na Universidade de Bishop localizado numa área quase mística, em meio a uma densa floresta, dirigido por uma entusiasta do tema, com protagonistas iluminadas, diferente da obscuridade dos outros filmes que o cenário estava habituado,  Lost and Delirious apesar de independente e canadense, despertou o interesse da indústria cinematográfica em comercializa-lo, invadiu os Estados Unidos, a Europa e a América Latina, e mais, veio parar na prateleira de uma locadora de dvd na minha longínqua cidade em meio a Amazônia ^^ E podem ter certeza, minhas amigas, que em 2001, Lost and Delirious foi o primeiro e por muito tempo o único filme lésbico que eu encontrei para locação na minha city😉 Fora da sessão pornô é claro ^^

Hold up, Pussycat, contém revelações sobre o enredo do filme🙂

Lost and Delirious é um filme visualmente muito bonito. Os belos campos de Bishop dão ao filme uma fotografia incrível, e as protagonistas, bem, como eu já disse antes, um dos grandes diferenciais desse filme são as protagonistas iluminadas, que parecem terem sido escolhidas a dedo. Primeiro, a linda promessa de Hollywood Mischa Barton, envolvida ao mesmo com as gravações de Once and Again na qual interpretava uma adolescente  lésbica (ela ama papéis diferentes e ousados por falar nisso), Jessica Paré, uma linda e boa atriz canadense (Eu não sei se o linda consegue ser uma adjetivo a nível para essa moça, ela definitivamente é uma dessas moças que nasceu para ser admirada), eu não sei por qual causa, razão ou circunstância estagnou, seu maior filme foi Lost and Delirious, ela arriscou uma protagonista como uma patinadora que se tornava modelo, que foi desastroso e depois passou de ponta em ponta, em filmes menores, nada notável, o que é uma pena e por fim, Piper Perabo. E sim minhas amigas, eu sempre vou aplaudir de pé qualquer filme que esta moça estiver, ela é linda, é ótima atriz e é tão corajosa e entusiasta quanto Mischa Barton. Em 2001, Piper era a atual queridinha de Hollywood, protagonista do filme musical do ano, Coyote Ugly, sucesso de bilheteria por onde passou, ela se arriscou em um filme temático, cheia de exemplos negativos a respeito, como Hilary Swank de Meninos não choram, tão talentosa, mas tão marcada por esse filme, e Kate Winslet por Almas Gêmeas, com quem sucedeu a mesma coisa. Esses são os elementos que tornam Lost and Delirious tão especial, agora vamos a história ^^

Eu assisti Lost and Delirious pela primeira vez aos 13 anos de idade. E confesso que até os meus 15, eu considerava este o filme mais perfeito do mundo ^^ Acho que isso pode ser explicado pelo romantismo violento que atinge meninas nesta faixa etária, nós dizemos que amamos com extrema facilidade, acreditamos que o fim de um relacionamento é o fim da nossa existência na terra e coisas assim, porém hoje em dia, eu olho este filmes com outros olhos, acredito que uma dose a menos de Shakespeare, de teatralidade e de suicídio, faria desse filme perfeito. A historia gira em torno de Mary Bedford, a Mouse (Mischa Barton), menina frágil e tímida e que perdeu a mãe por câncer há cerca de um ano e que estava perdendo o pai para uma amante, que o convenceu a colocá-la no colégio interno na qual se passa a história. Lá ela conhece as Lost Girls, referencia aos Lost Boys, da história de Peter Pan, Paulie e Tori, que assim se denominavam por viverem em um mundo paralelo ao mundo da escola, paralelo este que Mouse logo entendeu do que se tratava, na primeira noite na qual as flagrou se beijando apaixonadamente pela janela. Mouse encara com estranheza, mas não com preconceito, apesar dela não entender exatamente do que se tratava. Alias essa visão de Mouse, em 2001 podia ser estendida a grande parte das meninas de 15 anos de nossos colégios,  lésbicas até então eram quase seres mitológicos, haviam historias que elas existiam, havia sempre alguém que conhecia alguém que conhecia uma e contava as histórias sobre, gays haviam as toneladas, mas lésbicas eram raras, eu lembro de uma entrevista da renomada jornalista lésbica assumida Milly Lacombe no Jó Soares na qual ela falava justamente disso e uma das suas frases foram “Jó nesse exato momento devem haver adolescentes correndo para os pais dizendo ‘Pai, pai, tem uma lésbica de verdade na Tv’” ^^ Então, unicamente por este motivo, eu não julgarei Mouse por ter pensando que talvez elas apenas estivessem treinando para fazer com os garotos. (Alison Dilaurentis fez isso outro dia então é perdoável).

Apesar de confusa e de não entender exatamente o que se passa, Mouse não se priva da companhia das moças e os laços entre elas se tornam um quando elas descobrem que sofrem de uma ferida em comum: suas mães. Mouse sofre com a morte de sua mãe, com as coisas que não disse a ela, com as coisas que elas estava começando a esquecer, como o rosto de sua mãe. Tori mantêm o mínimo de relacionamento com sua mãe possível, ao que ela descreve, sua mãe não passa de uma socialite fútil cuja a única ocupação é criticá-la e pensar com quem ela deve casá-la. E Paulie, foi dada a adoção ainda bebê para uma família financeiramente abastada, porém carinhosamente ausente. Para este problema, Tori e Paulie encontraram respostas no amor uma da outra.


A habituação de Mouse acontece de maneira tranqüila, ela está no quarto das meninas mais populares do colégio, não tem problemas com as matérias e nem com a disciplina de rígida do colégio, e menos problema ainda tem com o namoro de suas roommates. Ela costuma dormir com “Seus sons, seus suspiros” sem se importar com o que se passa. Tori e Paulie fazem amor enquanto ela dorme, em uma das cenas de sexo envolvendo nudez total das mais delicadas e bonitas que eu já vi no cinema. No dia seguinte, elas acordam juntas, seminuas e aos olhos de Mouse, que apenas sorri para elas, decretando: eu aceito a relação de vocês. E neste momento do filme, nós começamos a ter pistas sobre quem elas realmente são.

Mouse é uma prodígio tímida, de 15 anos, carente de sentimentos, frágil emocionalmente que mergulha no mundo de Tori e Paulie e se depara com sentimentos bastante complexos e pensa estar começando a entendê-los quando algo inesperado joga todo o seu entendimento montanha abaixo. Tori é a linda menina de família rica, irresponsável e inconsequente, sem nenhuma preocupação com seus estudos ou com a organização de seu quarto, porém por outro lado, ela é a romântica e carinhosa namorada de Paulie, quem ela admira como ninguém no mundo. E Paulie, bem, Paulie é a garota corajosa que nada teme, do tipo que quebra regras e enfrenta professoras rígidas de matemática sem medo nenhum, obstinada em seus objetivos, capaz de domar um falcão selvagem sem temor nenhum. Vive tranquilamente feliz ao lado da namorada por quem ela é perdidamente apaixonada, e acredita que seu mundo é perfeito e indestrutível. E todo esse mundo e essa confiança se desfaz numa inocente manhã, depois de mais uma noite de amor com Tori: a irmã mais nova de Tori (a lindinha da Emilt Vancamp) entra no quarto delas e as pega nuas na cama de Tori. E não há muito o que se explicar, certo? Nops, Tori mentiu para Mouse, para Paulie e para nós, ela não é tão inocente quanto pareceu em suas aulas de matemática. Com medo do que seus pais dirão, com o que as outras meninas do colégio iram dizer sobre elas, ela distorce a história e coloca toda a culpa em Paulie. E o drama e a teatralidade começa ai.


Dizer a todos no colégio que ela foi praticamente violentada por Paulie não é suficiente para ela, é necessário também se afirmar como heterossexual. Então ela resolve sair numa noite e transar com o primeiro idiota que achou seus peitos bonitos. E Paulie assiste toda essa vagabundagem, a vê transado com esse cara no meio do jardim, encostada numa árvore. E a reação de Paulie foi exatamente como a minha, nesse momento, meu rosto ardeu de raiva, uma vez que apenas uma cena atrás esta mesma Tori estava agarrando Paulie de surpresa toda apaixonada depois do banho, a beijando e jurando amor eterno. Porém, ao invés de ir lá, baixar o momento Adriana Calcanhotto de “Nada ficou no lugar, eu quero quebrar as suas xícaras, eu vou enganar o diabo, eu quero acordar sua família, eu vou escrever no seu muro e violentar o rosto”, Paulie chora, vai para o quarto e a espera voltar. E se humilha para tentar tê-la de volta. E cruelmente, Tori termina com ela, a deixando absolutamente arrasada.

No dia seguinte, Tori procura Mouse e se abre para ela. Fala da sua família, que jamais aceitaria e blá blá blá, chora e pede para que Mouse seja a melhor amiga possível para Paulie, que ela irá precisar dela mais que tudo. E Mouse aceita a responsabilidade, sem ter ideia do que vem pela frente.

Então deste ponto em diante, o quê vemos é alguém ser destruída cena a cena. Ver Tori desfilando com o namorado para todos os lados, se ver rejeitada pelas colegas de escolas, ouvir brincadeiras jocosas e preconceituosas, ver sua popularidade desaparecer e seu amor destruído são demais para Paulie, que começa a ficar cada dia mais descontrolada e obstinada em tentativas de trazer Tori de volta. E daí conta recitar poemas de Shakespeare, enfrentar o namorado dela, destruir espelhos e tentar cortar seu lindo e sedoso cabelo com um caco e até seduzi-la durante a noite, o que quase dá certo, mas não dá, Tori a finaliza dizendo que jamais irá amar ninguém como Paulie, mas que elas juntas, nunca mais voltaria a acontecer, que jamais seria como antes.

Tudo o que acontece com Paulie, acaba atingindo Mouse também, seus transtornos, as piadinhas das outras alunas, e é dela a responsabilidade de tentar manter a sanidade de Paulie. E a sua também. No incidente com o espelho, salva o rosto e o cabelo de Paulie só de uma vez, e tentar explicar a ela que o que Tori quer é um garoto, não uma menina de cabelos curtos, e que Paulie precisava se concentrar em alguém que realmente goste dela como ela é (E neste momento eu pude ver setas de neon em rosa pink piscando sobre a cabeça de Mouse, mas como o amor cega, Paulie não pode ver). Mouse está exausta, e Paulie quase vencida.

A ultima cartada acontece durante o baile da escola, na qual Paulie se veste com trajes masculinos e pede ao pai de Tori para dançar com ela. O que obviamente termina de maneira desastrosa. Tori a renega e Paulie sai correndo do lugar, arrastando Mouse pela mão. Elas se embrenham na mata e Paulie descreve a Mouse exatamente o que está sentindo: “Sabe quando você acorda no meio da noite com sede, vai até a geladeira, abre uma caixa de leite e no primeiro gole percebe que ele está completamente azedo? Eu fiquei assim, Mary B., eu azedei por dentro”. E elas estão há 10 centímetros uma da outra, e por dois segundos somos assaltadas por uma esperança de que sim, Paulie vai beijá-la e aparecer de mãos dadas com ela na cena seguinte felizes da vida cuidando do falcãozinho de Paulie ^^ Mas não, infelizmente, o filme não termina bem assim. Paulie cuidou de um falcão ferido durante o filme todo, e na cena final, após um exagerado duelo com o namorado de Tori (E estamos falando de duelo mesmo, com espadas e sangue e tudo), Mouse não consegue mais, e Paulie surge na cena seguinte, no alto do colégio, com seu falcão sobre o ombro, as meninas estão numa partida de futebol, Tori fica estarrecida ao vê-la tão alto, Paulie recita um poema e se joga, o falcão levanta voo, totalmente curado, e como já devem imaginar, ela não. O filme termina com Tori gritando o nome dela durante o voo do falcão.

Vale a pena ressaltar a cena da varanda, na qual Tori e Paulie estão fazendo planos, Paulie está deitada no colo de Tori, tem uma luz linda sobre elas, sorrisos e olhos brilhando, a cena de sexo entre as duas de extremo bom gosto, uma cena que respeita as atrizes e as personagens ao mesmo tempo e principalmente a cena na qual Paulie está toda empolgada arrumando umas coisas, Tori sai do banho e fica a olhando pelo espelho e antes de Paulie dizer alguma coisa, a puxa e romanticamente a beija de surpresa. É um filme de belas cenas, que vale a pena ser assistido, principalmente até a sua primeira metade ^^



Teatral, dramático, over demais. Não que eu não seja amante de filmes de dramalhões e tal, mas para este filme, a qual eu detenho tanto carinho, imagino que um final mais feliz lhe cairia bem, mas se tratando de cultura lésbica, foi um grande avanço. Não sei, acho que esses filmes desse período refletem bastante das lésbicas dessa época, tão escondidas, tão cheias de drama, só o fato de uma mulher amar a outra já era uma drama por si só, a maioria passava por grandes sofrimentos e isso, de certa forma, entranhou em nossa cultura por muito tempo, filmes lésbicos com finais felizes são raros até hoje. O que me alegra é o fato das nossas amadas de Lost and Delirious continuarem nos brindando com suas presenças em cenas do tipo, Mischa Barton se redimiu meses depois em um final feliz de sua Katie com a lindinha Jessie (Evan Rachel Wood) de Once and Again e mais tarde, com Marissa e Alex em OC, que apesar de não terem terminado juntas formam um dos casais que mais me fazem bem da Tv, como eu já escrevi aqui, Alex e Marissa é aquela namorada com quem a gente termina numa boa, vira amiga e sente saudades ^^ E Piper Perabo se redimiu em Imagine eu e Você, um dos filmes mais fofos e com final mais cute que eu já vi😉 Falta Jessica Paré, e esta tem que se redimir muiiiiito pra ser perdoada, mas com aqueles olhos azuis, a gente até perdoa com qualquer coisinha rs. Lost and Delirious, apesar de toda a carga emocional que ele nos traz, nunca sairá de um lugar muito especial na nossa sessão de cinema, afinal a primeira vez, ninguém esquece ^^ 


11 comentários (+add yours?)

  1. Thais
    Maio 04, 2011 @ 14:20:52

    Após ler esse post, fui correndo baixar o filme para rever.
    Cada detalhe tão bem notado e descrito, parabéns.
    E concordo com tudo que disse.

    Responder

  2. Yasmin
    Jul 17, 2011 @ 19:53:33

    Miiigaa, excelente texto! A forma como escreve é de admirar!
    Porém, como te falei, esse filme (muito bem produzido por sinal) me deixou “down”. Mas como uma admiradora de boas produções, essa, sem dúvida, é muito bem feita, enredo, cenário…
    Obrigada pela dica!
    Yasmin

    Responder

  3. Larissa
    Ago 01, 2011 @ 20:55:39

    Aonde posso baixar o filme? queria muito ver, estou passando por uma fase de descobertas, tenho 14 anos e acho que estou apaixonada pela minha amiga…

    Responder

  4. Maria Alice
    Out 14, 2011 @ 17:50:35

    Digita no google: ” Baixar Lost and Delirious gratis”.. e quanto a sua amiga, parte pra cima hsuahsuahs, apaixonada mesmo sou pela Mischa Barton, ela tem um jeitinho irresistivel….

    Responder

  5. Paloma
    Nov 19, 2011 @ 21:32:12

    Nossa eu particularmente adorei! quero muito assistir…so não gostei de saber o final…acho que ta faltando mais filmes lesbicos com final feliz. fico bolada qndo vejo um e a personagem tem um final dramatico. Parece até que quem fez o filme quer dá uma lição,tipo: lésbicas nunca serão felizes. crusisss eu tenho 22 anos sou casada com uma mulher e sou nuito feliz!
    pazz pra todos(as).

    Responder

  6. maria lucia
    Dez 17, 2011 @ 22:13:28

    A historia é linda mas,talvez elas deveriam ter ficado juntas.Oi meninas eu tenho 18 anos e sou bixessual e estou apaixonada por um garota de 17 anos,mas não tenho coragem de dizer:eu te amo juliana.Nem minha família sebe que sou de verdade.Guando eu tinha 12 anos.

    Responder

  7. lucas
    Jan 07, 2012 @ 17:31:45

    porra esse filme é muito bom

    Responder

  8. bruna
    Mar 27, 2012 @ 14:35:24

    amei o filme só queria q as duas ficasse juntas o final foi muito triste..
    chorei muito vendo o filme,eu tinha terminado com minha namorada depois do filme eu voltei com ela.nunca se sabe a hora de ir neh ?

    Responder

  9. mariana maciel
    Abr 29, 2012 @ 12:51:01

    Filme lindo e apaixonante, pena que o final ocorre essa tragedia, tadinha de Paulie , ela merecia toda a felicidade do mundo, ela estava tao cega de amor que nem enxergou as possibilidades de criar um novo amor com Mary. E Tory divia nunca encontrar o amor, ou sofrer o tanto que Paulie sofreu por causa dela !🙂

    Responder

  10. Hortencia Nunes
    Jun 21, 2012 @ 20:55:53

    Parece ser muito interessante, apesar que nao li toda a reportagem, mas o filme GIA eu , assisti muito bom , mesmo, pena que o final é trágico .

    Responder

  11. Thamy
    Jan 10, 2014 @ 11:52:35

    Melhor filme que ja assistir
    não consigo esqcer ele muiyo lindo e mt triste …
    queria q elas ficassem juntas

    Responder

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